A vida pode, ou não, ser vivida.
Pode não ser vida, mas não deixará de ser vivida.
O que é, afinal?
Não se sabe o que não é, no entanto, não se pode definir o que é.
Quem sabe o que é?
Ninguém.
Eis a solução:
Viver!
Viver acreditando que se vive mesmo sem saber o que é vida.
Saber o que não se sabe.
Fazer o que não se faz.
Não há como deixar de viver.
Mesmo quando se morre, se vive.
Vive-se em pensamentos, em memórias.
Mas, sobretudo, vive-se sem saber.
Posso não saber viver como vivem os que dizem saber
Mas sei que vivo a vida
A minha vida.
A vida que vivo.
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