terça-feira, 13 de novembro de 2018

ÀS CEGAS

Nada do que se vê,
Se vê sem se ver.
Aquilo que se vê, sem ver, não se vê.
Nada é como parece ser.

A beleza, quando vista por fora, atrai.
O que é de fora, chama o que está fora.
O que é de dentro, chama o que está dentro.
O interior externo é introspectivo, quando visto como se vê.
O que se vê?
Há que se ver.

Quem vê o que está fora, é de fora.
Jamais entra dentro quem vê de fora.
Nem tudo se vê como se vê o que não se vê.

Aparências!
Aparências!
Opulências!
Saliências!

Nada do que se vê,
Se vê como o seu ver.