O ar, mesmo que rarefeito
Triunfa nas esquadrias sujas de minhas janelas.
Não vejo sinais de saída.
O frio é intenso hoje.
Preciso me aquecer.
Não quero morrer.
Pulo a janela ou enfrento a neve na porta?
Farei uma fogueira,
Mesmo no chão frio e molhado tentarei.
Tenho sede de calor.
Tenho fome de fogo.
Preciso de ar.
Ar branco, rosa, azul.
Preciso de ar quente.
Na ausência do calor.
Teu corpo serve.
Vamos juntos nos refrescar no suor um do outro.
Para que nossas vidas salvem-se e vivamos.
Mas, para isso precisas estar aqui.
Venha!
Venha, oh morena minha.
E vivamos este nosso amor caloroso no frio do amanhecer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário