segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

PAIXONITE TRANSNACIONAL (II Parte)

A paixão é uma coisa totalmente estranha e absolutamente aquém da compreensão humana. É como se fosse uma fixação, uma forma de suprir alguma demanda que há em relação à sentimentalidade individual dos seres... Algo totalmente hostil e, literalmente, incompreensível. Não dá para entender. Às vezes, nos apaixonamos por pessoas que nem conhecemos (e dificilmente teríamos a chance de conhecer). É complicado!
Por mais que eu tente esquecer aquela garota (hoje não mais garota, dado a sua idade), não consigo. Já tentei parar de ver a série por alguns dias, mas não adiantou muita coisa. Pelo contrário, aumentou significativamente o sentimento que por ela sinto. No entanto, acabei constatando que não é a beleza dela que me faz querer amá-la. Apesar de ser muito linda, a terceira mais linda das cinco protagonistas da série, não são os seus traços que me chamam a atenção. É como se fosse algo interno, algo forte que, por mais que eu esteja ciente da distância e da incompatibilidade de nossas vidas, não me deixa parar de querê-la.
Como eu havia dito antes, somente voltaria a escrever se encontrasse um meio de manter o mínimo de contato com ela. Infelizmente, não consegui. O mais próximo que cheguei dela foi ter encontrado um vídeo seu falando sobre os produtos de uma loja norte americana. Uma espécie de propaganda auto promocional... Ela deu alguns detalhes sutis de sua vida e isso fez com que eu pensasse que já a conhecia um pouco mais além das telas de TV.
Sinto que ainda tem muita coisa para rolar nesse drama, portanto, vou continuar amando-a mesmo sem amá-la. Vai que um dia eu tenha sorte e consiga uma aproximação mais palpável... Nunca se sabe. Talvez seja por isso que eu ainda esteja insistindo neste "conto de fadas". Mas, seja o que der. A qualquer passo, voltarei a escrever alguma novidade desse caso bizarro de amor incorrespondido à distância. Enquanto isso, continuarei vendo a série na qual ela, a garota, é uma das estrelas; tentarei, enquanto assisto, não surtar de paixão em seus closes fotográficos.


- A

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

PAIXONITE TRANSNACIONAL (I parte)

Como se já não bastasse os desamores que passei, agora estou apaixonado por quem jamais terei. Não por ser muito linda, embora realmente seja. Muito menos por conta de alguma outra misteriosa incompatibilidade inóspita... Mas sim por uma impossibilidade do destino: ela não é daqui; é do outro lado do mundo...
Não literalmente do outro lado...
É uma atriz, de Los Angeles.
Vejam só! Estou perdidamente apaixonado por uma atriz!
Pode uma coisa dessa?
Ela, de fato, é linda: cabelos lisos, pretos, pele clara, olhos pretos, brilhantes, sempre risonhos e florescentes, boca pequena, quase sempre molhada por um batom meio invisível... Seu nariz, no entanto, é um pouco avantajado: parece muito com os narizes dos indianos, apesar de não ser. Era, desde nascença, norte americana. Muito linda para a idade atual de 31 anos. Não obstante não tenha protagonizado a série com esta idade.
Comecei assistindo uma de suas séries de TV e, depois de algum tempo, fiquei vidrado em seu semblante. Não posso dizer que é amor, pois já passei por momentos como este. Na maioria das vezes, passa com o tempo. Mas uma coisa é muito certa: este sentimento é forte.
Sei que jamais terei a oportunidade de vê-la, pois é famosa e distante. Certamente, tem um circulo social que não inclui pessoas como eu.
Confesso que já procurei seu contato em redes sociais e sites de fans, mas não obtive muito sucesso. A maioria das pessoas são somente fans alienados com transtornos compulsivos incontroláveis.
Enquanto esta brisa não passa, tentarei entrar em contato com ela. Quem sabe um dia eu consiga, ao menos para lhe dar um "oi". Já seria muito para mim.
Se eu conseguir, prometo que volto a escrever sobre este conto. Caso contrário, apenas remarei até a última temporada da série televisiva desta inconstante atriz avassaladora de corações brasileiros.

- A

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

MORTE DE AMOR

Teus cabelos, negros, exalam a beleza destra que de ti sai.
Seus olhos, encantados, refletem a nobreza da tua mocidade. 
Tua boca, carnuda, miúda, expressa o ideal sensacionalista da perfeição. 
Teu corpo...
Ah! O teu corpo!
Não há comparação para tal...
Ele, formoso como é, simples como o contorno de um violão, faz-me desejá-lo como quem almeja tocar uma canção apaixonada àquela cujo amor é datado desde o conhecimento remoto. 
Sei que, bela como és, não podes ser minha, pois a incompatibilidade não nos permite a união.
Assim, somente viverei assistindo a tua beleza de longe, gemendo de emoção e vontade de tê-la.
Posso dizer, então, literalmente, que morrerei de amor por voce.

COISA LOUCA

Teus olhos negros,
Cabelos fartos
Despertam em mim
Visão e tato.
Audição, olfato...
Sentidos natos,
Não sei dizer
Se sinto ou faço.
Quero-te hoje e amanhã,
Com morango, com maçã...
Com óleo de Argan.
Teus lábios, minha boca
Teus seios, minha roupa...
Nossa carne: coisa louca.

SONETO DA SOFRÊNCIA

Olhos negros, pele clara,
Resplandecência, covalência.
Sobre seu rosto a luz paira
Na adolescência.
Beleza indescritível, interior,
Coração pulsante, andante,
Diga-me, meu Senhor
O que nela está pedante?
Como posso em paz viver,
Se em mim gozo não há?
Que beleza dela hei de ter?
Sei que assim não me tenho.
Sem ela, então, não venho.
Morrerei, sem com isso viver.