O amor é uma coisa estranha. Quando penso que amo, não amo; apenas me apaixono. Agora mesmo, por exemplo, estou apaixonado por uma garota muito mais nova que eu, em idade - em maturidade, ela me surpreende. Mas, o estereótipo da sociedade atual não me permite expressar esse romance. E nem devo; não sou correspondido.
Não obstante ainda não tenha falado a ela sobre este sentimento, anseio por uma resposta positiva, mesmo que imprevisivelmente. Ainda não falei a ela por medo do que possa pensar, dado a nossa diferença etária. Sei que não há limites para o amor e isso me leva a adjetivá-lo como estranho.
Muitas vezes amei, ora correspondido, ora não, mas sempre fiz parte deste universo sentimental. Minha maior relação durara 1,5 anos. Foi fantástica! Depois dessa, até hoje, não mais presenciei a concessão de resposta amorosa. Mas isso não me impede de crer no amor. Acredito veemente em sua existência e, sobretudo, quando verdadeiro, em sua eternidade.
Sobre o caso da menina mais nova que estou gostando, decidi que não vou falar nada sobre; apenas escreverei confinadamente, para mim mesmo, a história deste coito improvável, o que enfatiza, ainda mais, a principal característica atribuída - por mim, exclusivamente - a este ser impalpável, inconcebível, imutável e existente que chamamos de amor.
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