Ela ligeiro passa
Vem e nos engana disfarçando-se de amor
Quem nela cai, jura que o é
É ígnea, irrelevante e adepta do sofisma atual
Nela não há prazer. E há, ineterno.
Confiança não é seu nome
Sua língua é doce, claro
Seu gosto, ou sabor, amargo
Seus frutos são bons, mesmo que fantasiados
Quem se apaixona não sabe o que é amar
É necessário que se ame para estar apaixonado
Só assim o é real
Não se apaixone
Ame e, caso se apaixone, ame primeiro
Seja o amor
Seja o amador
Não seja a paixão nem o apaixonado
A não ser que ame apaixonadamente.
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