Canto Poético
segunda-feira, 23 de março de 2015
O FÍGADO
Eu o matei, arranquei-lhe o fígado e comi, ainda cru - lavado em seu sangue.
Sua mãe me pediu, para doar em transplante a quem o requeresse. Eu o doei, ainda em mim.
Fiquei sem fígado.
Morri e revivi.
O comi.
Morri.
Vi.
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