Seu nome era Luana. Às vezes, por causa de seu nome, eu gostava de lhe comparar com a lua, por conta de seu brilho e beleza, que transcendiam a compreensão racional do ser humano. Infelizmente, ela nunca ligou para as frases românticas que que fazia com seu nome. Acho que tenho umas 1000 composições, todas destinas a ela; mas nada adiantou, acho que ela nem lembra de mim.
Estudamos juntos desde o primário. Comecei a gostar dela desde a professora Pietra fez aquela brincadeira de tentar andar dois passos sem a cadeira de rodas. Ela vinha logo depois de mim, posicionando seus pés delicados próximos aos meus; seus dedos quase tocavam os meus. De repente, ela se desequilibrou e, como num piscar de olhos, caiu em meus braços, como uma princesa cai nos braços de seu príncipe encantado. Eu não tinha me tocado do romanismo até a tia Pietra olhar para nós, naquela posição, e soltar aquele sorrisinho seguido de um "Huuuummm". Foi quando percebi a possibilidade de podermos formar um racionamento. Pena que só tínhamos 7 anos. Não entendíamos muito sobre essa coisa de amor, paixão e tal.
Já se passaram 10 anos. Não estudamos mais na mesma escola. Ela faz Medicina, em uma universidade próximo de sua casa, e eu faço Engenharia de Alimentos, do outro lado da cidade. Nos vemos pouco. Apenas nas terças e sábados, quando nossos horários coincidem com a visita à praça. Desde aquele dia, nunca mais a esqueci. Para minha felicidade, ainda podemos nos ver; mas nunca nos falamos, talvez porque eu nunca tenha tomado a iniciativa. Não sou muito bom com esse tipo de coisa.
Acho que ao invés de tentar falar com ela e estragar tudo, vou continuar vindo aqui, nesta praça cujo nome esquisito - Jão Negro - nos causa comidade, o que poderia ser um assunto a ser puxado caso eu tivesse coragem de iniciar um monólogo a dois com ela. E talvez eu o faça, caso crie coragem.
Acho que ao invés de tentar falar com ela e estragar tudo, vou continuar vindo aqui, nesta praça cujo nome esquisito - Jão Negro - nos causa comidade, o que poderia ser um assunto a ser puxado caso eu tivesse coragem de iniciar um monólogo a dois com ela. E talvez eu o faça, caso crie coragem.
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