terça-feira, 16 de junho de 2015

É TARDE

É tarde
Meus olhos cansam de ler, de escrever
Navego neste mundo virtual
Navego, ainda, em um mar
Mar de amor, mar de amor.
É tarde
Embora esteja cansado
Navego sem medo, pois sei que as águas não afogar-me-ão
As ondas não me submergirão
Os tubarões. Ah! os tubarões...
Estes me comem à medida que escrevo
Quando exponho meus sentimentos
Quando mostro ao mundo a obra que nasci para fazer, para ver.
Peixes não existem nestas águas, nestas ondas.
Navego em mar, rio ou lagoa
Não molho-me em piscina, chuveiro ou bacia d'água
Estou cá eu na rede
A rede mundial.
Estou aqui e já é tarde.
Por isso me desfaço das palavras, das letras
Me despeço e, sem nexo, parto ao porto
Pegar o mar, as ondas, as águas.
Águas que não molham, que não matam a sede.

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